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Geração solar distribuída vive “boom” com maior oferta de financiamento no País

Geração solar distribuída vive “boom” com maior oferta de financiamento no País

A maior oferta de linhas de financiamento para energia solar no mercado brasileiro tem impulsionado de forma significativa os investimentos em geração de energia solar em residências, empresas e propriedades agrícolas, a chamada geração distribuída.

De acordo com dados do setor, o Brasil possui atualmente cerca de 37 mil telhados solares conectados à rede, num total de 350 megawatts (MW) e investimentos acumulados da ordem de R$ 2,5 bilhões. Trata-se de um crescimento de 75% em comparação com o início do ano, quando havia no País cerca de 200 MW instalados.

Um dos grandes vetores desse crescimento está ligado diretamente ao maior interesse do mercado financeiro em ampliar o portfolio de produtos nas áreas de sustentabilidade e energias renováveis, com créditos mais acessíveis e com baixo nível de burocracia.

É o caso, por exemplo, da parceria entre o Portal Solar e a BV, marca de Varejo do Banco Votorantim, que financiam, de forma inédita e quase sem nenhuma burocracia, 100% dos equipamentos e mão de obra de instalação, seja para pessoas físicas em residências ou seja para empresários de comércios e indústrias.

Como o Brasil possui mais de 81 milhões de unidades consumidoras – potenciais autogeradores de energia solar, trata-se de um enorme mercado para o setor financeiro. Não por outra razão, alguns bancos, públicos e privados, anunciaram recentemente a criação de linhas de financiamento específicas para projetos fotovoltaicos, o que tem aumentado a competitividade e a consequente facilidade para os consumidores brasileiros.

Investimento mais atrativo no Brasil

Outro fator de crescimento da geração solar distribuída no País é a redução de mais de 75% no preço da energia fotovoltaica nos últimos dez anos. O aumento das tarifas de energia pelas distribuidoras no chamado mercado cativo, estimado em 50% nos últimos 24 meses no Brasil, também tem impulsionado o aumento dos sistemas de autogeração em residências, comércios e indústrias, o que tem diminuído o payback do consumidor que investe em geradores solares em até três anos em muitos casos.

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Desta forma, o que antes era motivado exclusivamente por questões ideológicas e ambientais, o uso da energia solar hoje no Brasil tem um viés majoritariamente econômico-financeiro. E configura-se atualmente em um dos melhores investimentos que se pode fazer no País, mais atrativo do que qualquer aplicação em fundo ou em títulos, por exemplo.

Segundo levantamento do Portal Solar cerca de 5 mil empresas cadastradas, em média, um sistema de geração de energia solar residencial custa entre R$ 15 mil e R$ 25 mil, com um payback que varia de 3 a 7 anos, dependendo da região. Veja abaixo a tabela de valores estimados para cada tamanho de residência.

  • Casa pequena (2 pessoas) = sistema de 1.32Kwp – preço médio: R$ 10.673,36
  • Casa média (3 a 4 pessoas) = sistema de 2,64Kwp – preço médio: R$ 17.570
  • Casa média (4 pessoas) = sistema de 3,3Kwp – preço médio: R$ 20.320
  • Casa grande (4 a 5 pessoas) = sistema de 4,62Kwp – preço médio: R$ 25.695
  • Casa grande (5 pessoas) = sistema de 6,6Kwp – preço médio: R$ 32.410
  • Mansões (mais de 5 pessoas) = sistemas de até 10,56Kwp – preço médio: R$ 52.240

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